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Resumo
A Teoria de Schachter-Singer, ou Teoria Bifatorial, propõe que as emoções são geradas a partir das reações fisiológicas a um estímulo, avaliadas cognitivamente pelo indivíduo com base no contexto e nas lembranças. Um mesmo conjunto de reações fisiológicas pode resultar em diferentes emoções, dependendo da interpretação do contexto. Schachter e Singer argumentam que a cognição determina a emoção específica experienciada. A interpretação cognitiva das respostas fisiológicas é crucial para identificar e rotular a emoção sentida.
A Teoria de Schachter-Singer, também conhecida como Teoria Bifatorial, combina elementos das teorias de James-Lange e Cannon-Bard. Segundo esta teoria, o processo de experimentar uma emoção depende do contexto e do ambiente onde o ser humano está inserido. O estímulo desencadeia reações fisiológicas no corpo, e essas reações são avaliadas cognitivamente pelo indivíduo, tendo em conta o contexto e suas lembranças. A partir dessa avaliação, a emoção é gerada (Silva, 2016).
De acordo com Schachter e Singer, um mesmo conjunto de reações fisiológicas pode resultar em diferentes emoções dependendo da avaliação do contexto. Por exemplo, a aceleração dos batimentos cardíacos pode ser interpretada como medo ou entusiasmo, dependendo da situação e do conhecimento do indivíduo sobre o estímulo. Este processo de avaliação é inconsciente (Silva, 2016).
Schachter e Singer afirmam que as cognições estão entre a "não-especificidade" do feedback fisiológico e a especificidade das experiências sentidas. Eles conduziram estudos para demonstrar que a resposta fisiológica envia informação ao cérebro sobre um estado de excitação, mas é a cognição que determina a emoção específica experienciada. Diferentes situações podem provocar respostas fisiológicas semelhantes, mas a emoção resultante depende do contexto social e físico e do conhecimento prévio do indivíduo (Neves, 2016).
A teoria destaca que após a ativação fisiológica, esta deve ser interpretada cognitivamente para identificar a razão da ativação e, assim, experienciar e rotular a emoção. Esta abordagem cognitiva à emoção considera a complexidade do fenómeno emocional e a necessidade de estudá-lo de forma integrada (Zagalo, 2009).