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Teoria Cognitiva da Emoção de Lazarus

Teorias Cognitivas

Detalhes

Foco:
A emoção surge como resultado de um processo de avaliação cognitiva (appraisal) do estímulo.

Processos:
Divide-se em avaliação primária (importância do estímulo) e avaliação secundária (recursos para lidar com a situação).

Conceito de Coping:
Refere-se às estratégias utilizadas para lidar com o estresse ou emoções negativas.

Resumo

A Teoria Cognitiva da Emoção de Lazarus explica que as emoções surgem da avaliação cognitiva de um estímulo e do próprio contexto. Distinguem-se duas fases: a Avaliação Primária, que avalia rapidamente se a situação é benéfica ou prejudicial, e a Avaliação Secundária, que considera os recursos para lidar com a situação. A interação entre essas avaliações determina a emoção final. Lazarus também introduziu o conceito de coping, que inclui estratégias para lidar com o stress, divididas entre focadas no problema e focadas na emoção.

A Teoria Cognitiva da Emoção de Lazarus é uma abordagem que enfatiza a importância das avaliações cognitivas na experiência emocional. Richard Lazarus propôs que as emoções resultam de um processo de avaliação (appraisal) cognitiva do estímulo e do contexto em que ele ocorre. Segundo Lazarus, antes de sentirmos uma emoção, fazemos uma avaliação inicial do significado e das implicações do evento para o nosso bem-estar (Gonçalves, 2014).

Lazarus distingue entre duas fases de avaliação como Avaliação Primária e Avaliação Secundária. A Avaliação Primária é a fase inicial e rápida em que avaliamos se uma situação é relevante para o nosso bem-estar. Perguntamo-nos se essa situação é benéfica, prejudicial ou irrelevante. Nesta fase, determinamos se algo representa uma ameaça, um desafio ou uma perda para nós. Por exemplo, ao ver um cão a latir agressivamente, uma pessoa pode avaliar rapidamente se o cão representa um perigo iminente (Dias et al., 2008).

Após a Avaliação Primária, entramos na Avaliação Secundária, uma fase mais reflexiva onde avaliamos os nossos recursos e opções para lidar com a situação. Nesta fase, consideramos o que podemos fazer para enfrentar a situação, como evitar o perigo ou enfrentar o desafio. Esta envolve a avaliação das nossas habilidades, apoio social e outras estratégias de enfrentamento disponíveis. No exemplo do cão, a pessoa pode pensar em como se afastar com segurança ou procurar ajuda (Dias et al., 2008).

Lazarus também sugere que estas avaliações podem ser conscientes ou inconscientes, mas ambas são cruciais para determinar a emoção que sentimos. A interação entre as avaliações primárias e secundárias produz a resposta emocional final. Por exemplo, se alguém avalia uma situação como uma ameaça (avaliação primária) mas sente que tem recursos suficientes para enfrentá-la (avaliação secundária), a emoção resultante pode ser coragem em vez de medo (Beck, 2008).

Além das avaliações primária e secundária, Lazarus introduz o conceito de coping, que se refere às estratégias e processos que os indivíduos utilizam para lidar com o stress e as emoções. O coping pode ser dividido em duas categorias principais, o Coping Focado no Problema e o Coping Focado na Emoção.

O primeiro envolve esforços para modificar ou eliminar a fonte de stress. Isso pode incluir resolver problemas, buscar informações ou alterar circunstâncias que causam stress. Por exemplo, se alguém está estressado por causa de um exame, pode adotar estratégias de coping focadas no problema, como estudar mais ou pedir ajuda a um professor (Gonçalves, 2014).

Já o segundo, envolve esforços para administrar as emoções associadas ao stress sem necessariamente mudar a situação estressante. Isso pode incluir estratégias como buscar apoio emocional, reavaliar a situação de maneira mais positiva ou usar técnicas de relaxamento. Por exemplo, em vez de tentar mudar uma situação estressante no trabalho, uma pessoa pode tentar meditar ou conversar com amigos para aliviar o stress (Dias et al., 2008).

A teoria de Lazarus destaca a complexidade das emoções e como elas são moldadas pelas nossas perceções e interpretações cognitivas. Isto significa que as emoções não são apenas reações automáticas a estímulos, mas também processos elaborados que envolvem a mente e o corpo (Beck, 2008).